Saiba o que é e como previnir a Sindrome da Visão do Computador (CVS).
Computer Vision Syndrome (CVS)
Passa mais de 2 horas por dia diante
da tela de um computador...
Durante este período sente seus olhos
arderem...
Sente seus olhos
irritados...
Percebe que eles ficam
vermelhos...
Sente que a visão fica embaçada no
final do período...
Então provavelmente você tem a
SÍNDROME DA VISÃO DO USUÁRIO DE COMPUTADOR, ou Computer Vision Syndrome. Saiba
um pouco mais sobre ela e como preveni-lá:
Biologicamente falando, os olhos da
espécie humana foram criados para a busca de alimentos e de prescrutamento da
presença de inimigos. Hoje os órgãos da visão são utilizados para outras
finalidades, forçando-os com a visualização continuada em trabalhos no campo de
perto e, na maioria das vezes, com luz artificial e não adequada, levando
inevitavelmente ao "stress".
As pessoas que por razões
profissionais ou de entretenimento passam horas seguidas diante de telas de
monitores de vídeo, sentem cansaço visual. Isto pode ser decorrente de fatores
outros, não ligados diretamente aos efeitos da luminescência dos mesmos, tais
como os portadores de miopia, hipermetropia, combinadas ou não com astigmatismo
e/ou presbiopia, casos em que o médico oftalmologista deve ser
procurado.
De um modo geral o cansaço está
sempre relacionado ao uso demasiado ou inadequado da musculatura responsável por
um determinado movimento ou exercício. No caso presente temos a musculatura
responsável pelos movimentos do globo ocular, outras para o abrir e fechar dos
olhos e outras para regular a entrada da luz que atingirá a retina, sendo esta
última, a musculatura mais solicitada, consequência de uma série de razões que
no decorrer deste artigo serão apresentadas.
A retina é constituída por diversas
células receptoras, entre elas o bastonetes, responsáveis pela visão
quantitativa (impressão de claro e escuro) e os cones, responsáveis pela visão
qualitativa (qualidades morfológicas, dimensionais e cromáticas das imagens
recolhidas).
Os cones são células fotosensíveis
dotadas de pigmento absorvedores de radiações eletromagnéticas de comprimento de
onda correspondentes à cor vermelha, outros à cor azul e outros à cor verde que,
combinadas em proporções determinadas, formam todas as cores do espectro
luminoso, inclusive a cor branca.
Baseado nesta magnífica engenharia da
natureza para identificar todas as cores do espectro luminoso utilizando somente
três cores primárias, o homem conseguiu inventar a televisão colorida, ou
generalizando, os tubos de raios catódicos, conhecido como monitor de vídeo
colorido.
Foi estabelecido um sistema de
televisão a cores baseado nas três cores primárias que quando misturadas na
proporção de 59% de Verde, 30% de vermelho e 11% de azul, produzem o branco
padrão, o qual é tomado como referência. Estas relações derivam da sensibilidade
do olho humano frente a cada uma destas cores primárias.
Entendendo-se este funcionamento, por
analogia, compreende-se o olho humano pois ele serviu de base para estes
estudos. Para simplificar o entendimento, ao invés de falar em percentuais de
cores, diremos que para formar o branco padrão necessitamos de uma unidade de
verde, uma unidade de vermelho e uma unidade de azul.
Se projetarmos numa tela uma unidade
de verde se sobrepondo a uma unidade de vermelho, a cor resultante será
turquesa; unidades iguais de verde e azul produzirão amarelo; unidade iguais de
vermelho e azul produzirão magenta.
Assim podemos obter uma infinidade de
cores, bastando para isso, desequilibrar a igualdade das unidade das três cores
básicas.
Pesquisas científicas comprovaram que
para a visão normal, o senso cromático tem a sua maior luminosidade no espectro
da luz amarela.
Isto significa dizer que a radiação
eletromagnética correspondente a esta cor é a principal responsável pelo
trabalho muscular do esfíncter iriano, regulador do diâmetro da pupila,
determinando assim a quantidade de luz que deverá impressionar a
retina.
Isto não significa dizer que
necessariamente haja alguma figura colorida na tela com a cor amarela, mas sim
que o componente amarelo de qualquer cor (especialmente a cor branca) esteja
presente, como por exemplo, a claridade da tela do monitor, bem como a
iluminação artificial do ambiente de trabalho, conjugada com a claridade da luz
natural entrando por uma janela e o seu reflexo numa folha de papel, caso se
esteja copiando algum texto.
Se forem examinadas todas essas
fontes de luz, observa-se que a intensidade luminosa é bastante variada,
obrigando a musculatura responsável pela regulação da quantidade de luz que
atingirá a retina a ter um trabalho intenso fora da normalidade, pois a cada
mudança do olhar a pupila terá uma abertura maior ou menor, de acordo com a
claridade do objeto visualizado, acarretando assim um cansaço
visual.
Os efeitos desse cansaço variam
conforme a pessoa como a de olhos muito claro, é comum ficarem avermelhados,
devido a necessidade de maior irrigação sangüínea para suprir o excesso do
trabalho muscular.
As revistas de informática
frequentemente publicam recomendações visando minimizar o cansaço visual, como
distanciar os olhos do monitor a cada 10 minutos, focalizando-os o mais longe
possível durante 5 segundos; uma parada de 15 minutos para cada duas horas de
trabalho; colocar proteção anti-ofuscante, conhecida como “protetor de tela”.
Essas medidas têm algum efeito geral, mas de uma maneira geral ninguém
interrompe o trabalho a cada hora e nem fica olhando para o infinito por cinco
segundos.
Diante disto, se conclui que o
cansaço visual está diretamente ligado as variações de luminosidade dos objetos
visualizados, oriunda de uma luz branca, que por sua vez é a reunião de todas as
cores do espectro luminoso. Saber que a luz amarela é a que mais impressiona o
olho humano, diminuir sua intensidade terá como efeito minimizar os movimentos
do abrir e fechar da pupila, poupando assim a musculatura responsável por este
movimento e por conseguinte diminuir o cansaço visual.
Vídeo Filter reduz o cansaço da visão
O Brasil ainda não possui uma
legislação trabalhista específica para os usuários de micros, nem estudos que
mostrem estatisticamente a incidência de doenças e problemas relacionados ao uso
contínuo de computadores. Mesmo assim, os oftalmologistas estão empenhados na
questão, assim como a Segment System, que lançou uma linha de tratamentos em
lentes, como a Vídeo Filter, Night Drive, Dental, BlueBlock e UV-400, que
protegem a visão de ações nocivas como as dos raios do sol, da tela do
computador e outras.
A seguir, uma série de dúvidas mais
comuns, esclarecidas pela equipe da Segment:
Trabalhar no computador prejudica a
visão?
R: Não. Trabalhar, jogar ou navegar
pela Internet não prejudica os olhos. Assim como ver televisão também não. O que
pode ocorrer é um cansaço visual depois de várias horas de uso, sendo
aconselhável um intervalo a cada duas horas de trabalho ou quando sentir
necessidade.
A tela do meu computador possui uma
proteção. Isso é necessário?
R: Não, mas o Departamento Técnico da
Segment System desenvolveu uma lente preventiva, comercialmente conhecida como
Vídeo Filter, que tem por característica diminuir a intensidade do espectro
visível que atinge a retina, numa quantidade de aproximadamente 30%, o
suficiente para não prejudicar os profissionais que trabalham com cores, como
por exemplo os da computação gráfica, arquitetos, engenheiros e outros. O
tratamento Vídeo Filter pode ser aplicado em lentes orgânicas, com ou sem grau,
sendo as suas características técnicas a cor azulada e 100% de proteção UV-400
nm. Independentemente das cores da tela dos monitores de vídeo, o mesmo pode ser
usado em óculos de uso constante.
Algumas óticas, por desconhecimento,
aviam receitas com lentes de resina coloridas em tonalidades claras, ou em
lentes fotocromáticas, que são inócuas para a finalidade de diminuir o cansaço
visual; outras aviam em lentes com tratamento ANTI-REFLEXO, que por suas
propriedades de aumentar a transmitância das lentes, agravam os problemas ao
invés de resolvê-los.
As radiações eletromagnéticas nocivas
ao ser humano, como por exemplo, os raios X e os raios ultravioletas, nos tubos
de televisores e nos monitores de vídeo são desprezíveis, uma vez que os
fabricantes os constroem com especificações aprovadas pelos órgãos
governamentais competentes, visando a integridade dos usuários em todo o mundo.
Mesmo que assim não fosse, aquelas radiações não provocariam cansaço visual e
sim, doenças.
Jorge Y. Oda
Fonte: Sindioptica


