quarta-feira, 1 de maio de 2013

Problemas Oculares

para identificar problemas oculares 


As fotografias são uma maneira de guardar momentos, mas o que muita gente não sabe é que observar as fotos dos filhos pode ser mais do que um modo de relembrar. Quando observadas atentamente, fotografias podem revelar problemas oculares invisíveis a olho nu.

Em fotos com flash, muitas vezes os olhos das pessoas retratadas ficam avermelhados. Embora atrapalhe a foto, o oftalmologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Paulo Augusto de Arruda Mello esclarece que, quando os dois olhos aparecem avermelhados, é um indício de que está tudo bem. No entanto, se os olhos têm um brilho amarelado, esbranquiçado ou com diferenças de um para outro, pode ser sinal de problema ocular. “Isso acontece, pois o flash dispara uma luz intensa que atinge através da pupila o interior do olho. Como o interior é avermelhado, a pupila aparece vermelha na foto. Assim, alterações que mudam o caminho da luz ou a cor refletida podem ser detectadas”, explica.  

Ausência de "Olho Vermelho" não é normal.
Alterações 

Podem ser detectados com o flash alterações na córnea como o leucoma e a catarata, que consiste na opacidade do cristalino. Porém, de acordo com Mello, estes problemas costumam ser percebidos pelas mães mesmo sem o auxílio de fotografias. Já as alterações da retina, como retinopatias, não são visíveis a olho nu e podem ser diagnosticadas com a observação dos olhos da criança em fotos. A mais grave das doenças que podem ser identificadas dessa maneira é o retinoblastoma. “Trata-se de um tipo de câncer que se desenvolve a partir das células da retina. Apesar de raro, pode levar à perda da visão ou ainda ser fatal”, explica o oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, Renato Neves.

Para Neves, é importante que os pais estejam atentos, pois com um diagnóstico precoce, aumentam consideravelmente as chances de cura do retinoblastoma - o que evita que o olho do paciente tenha de ser removido. O oftalmologista cita ainda outras doenças que podem ser percebidas a partir de um brilho diferente do olho da criança em fotografias: infecções congênitas como a toxoplasmose, presença de diferença de graus ou miopia e astigmatismo acentuados. Segundo o oftalmologista, uma em cada 80 crianças apresentará esse tipo de brilho em um ou em ambos os olhos. "É importante saber que em 80% dos casos é possível tratar a doença e evitar a perda da visão”, ressalta.

Exames são mais confiáveis 

Apesar de a observação de fotos auxiliar no diagnóstico de diversos problemas oculares, os exames realizados por médicos especialistas são sempre mais confiáveis. Mello lembra que algumas máquinas fotográficas possuem mecanismos que evitam o efeito de olhos avermelhados, assim como o ângulo ou a posição também podem afetar o resultado. Ele aconselha que, sempre que for notada alguma alteração, se procure um oftalmologista, pois nem sempre o brilho diferente representa um problema, assim como o efeito avermelhado não garante que o olho é saudável.

A oftalmologista pediátrica da Unifesp Mônica Cronemberger reforça a importância de que, mesmo que não se note problema algum, haja acompanhamento médico ainda na infância. Segundo ela, o primeiro exame oftalmológico deve ser feito quando a criança tiver um ano. “Quanto mais cedo for detectado o problema, melhor. A visão fica completamente formada aos sete anos, e alguns problemas devem ser tratados antes disso, para que haja resultado.”

Fonte: Portal Terra

Os problemas de visão na infância

Os problemas de visão na infância



Mais de 20% das crianças em idade escolar sofrem com problemas de visão. Sendo assim, é importante que os pais fiquem atentos para o aparecimento de alguns sintomas e levem o pequeno ao oftalmologista regularmente. Saiba mais sobre o assunto na matéria abaixo:

Os problemas de visão na infância

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são os problemas de vista mais comuns em crianças e bebês. Segundo a Academia Americana de Oftalmologia, os problemas de vista como a miopia, a hipermetropia, o estrabismo, ou outros, afetam mais de 20% das crianças em idade escolar. Isso representa que um em cada quatro escolares sofre algum problema visual, pelo que é muito importante que as crianças sejam examinadas para identificar possíveis problemas visuais que possam prejudicar seu desempenho acadêmico.

Tudo isso pode ser consequência do grande esforço intelectual, que se vêem submetidos os pequenos desde as idades menores. A televisão, o computador, etc., são aparelhos que exigem muito do sistema visual da criança, chegando a impedir, em alguns casos, seu adequado desenvolvimento.

Se o seu filho apresenta dor de cabeça ao sair da escola, tem olhos irritados ao fazer suas tarefas escolares ou franzir a testa no momento de ler, provavelmente se deva a uma dificuldade na visão. As crianças podem ter problemas refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo, como também problemas como estrabismo: olhos desviados (ou cruzados); ambliopia: olho preguiçoso ou a ptose: queda da pálpebra superior, que podem alterar a vida escolar dos pequenos estudantes.

O cuidado dos olhos nas crianças também inclui protegê-los dos efeitos dos raios UV emitidos pelo sol.

Crianças e bebês miopes
As crianças que sofrem miopia, se caracterizam por não verem corretamente os objetos ou pessoas que se encontram longe. As crianças podem apertar os olhos para enfocar melhor. Aquelas que não usam óculos, normalmente, são mais tímidas e distraídas, e preferem atividades como a leitura, pintura ou trabalhos manuais. Os sintomas podem ser confundidos com transtornos da escrita, como é o caso da dislexia, já que muitas crianças, por não conseguirem ver bem, podem trocar, ao copiar de uma lousa, letras como o p com o q, ou a letra d com a b. Nesses casos o melhor é consultar um oftalmologista, o antes possível.

Hipermetropia em crianças e bebês
A hipermetropia é justamente o contrário da miopia. Os afetados pela hipermetropia tem uma percepção borrada de objetos próximos. É normal das crianças, ao forçar a vista, apresentarem dor de olhos ou cabeça, lacrimejar, e piscarem frequentemente. Geralmente, preferem brincar ao ar livre.

O astigmatismo em crianças e bebês
Uma pessoa com astigmatismo percebe uma visão deformada das coisas, tanto de longe como de perto. Pode estar associado à miopia ou à hipermetropia, apresentando sintomas de ambas patologias.

Ambliopia ou olho vago em crianças e bebês
Ambliopia ou olho vago, consiste na perda parcial da visão em um ou nos dois olhos de uma criança que não pode ser corrigida com lentes. Pode corrigir-se quando se detecta e se trata antes dos 7 anos. Se não se trata antes dessa idade pode implicar numa grande perda de visão do olho afetado, dado que este não se desenvolve adequadamente e, pouco a pouco, vai deixando de trabalhar, de estimular-se, com o que acaba perdendo a capacidade de visão. Essa patologia ocular se apresenta na idade infantil, portanto sua detecção precoce é fundamental para um tratamento adequado.

Estrabismo em crianças e bebês
O estrabismo é uma perda de paralelismo dos olhos, onde cada um deles aponta em direção diferente. Esse defeito ocular supõe um problema grave do sistema visual que deve ser avaliado imediatamente por um especialista.
Fonte: Site Guia Infantil