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sábado, 5 de outubro de 2013

Sindrome da Visão do Computador (CVS)

Saiba o que é e como previnir a Sindrome da Visão do Computador (CVS).

Computer Vision Syndrome (CVS)

Passa mais de 2 horas por dia diante da tela de um computador...
Durante este período sente seus olhos arderem...
Sente seus olhos irritados...
Percebe que eles ficam vermelhos...
Sente que a visão fica embaçada no final do período...
Então provavelmente você tem a SÍNDROME DA VISÃO DO USUÁRIO DE COMPUTADOR, ou Computer Vision Syndrome. Saiba um pouco mais sobre ela e como preveni-lá:

Biologicamente falando, os olhos da espécie humana foram criados para a busca de alimentos e de prescrutamento da presença de inimigos. Hoje os órgãos da visão são utilizados para outras finalidades, forçando-os com a visualização continuada em trabalhos no campo de perto e, na maioria das vezes, com luz artificial e não adequada, levando inevitavelmente ao "stress".

As pessoas que por razões profissionais ou de entretenimento passam horas seguidas diante de telas de monitores de vídeo, sentem cansaço visual. Isto pode ser decorrente de fatores outros, não ligados diretamente aos efeitos da luminescência dos mesmos, tais como os portadores de miopia, hipermetropia, combinadas ou não com astigmatismo e/ou presbiopia, casos em que o médico oftalmologista deve ser procurado.

De um modo geral o cansaço está sempre relacionado ao uso demasiado ou inadequado da musculatura responsável por um determinado movimento ou exercício. No caso presente temos a musculatura responsável pelos movimentos do globo ocular, outras para o abrir e fechar dos olhos e outras para regular a entrada da luz que atingirá a retina, sendo esta última, a musculatura mais solicitada, consequência de uma série de razões que no decorrer deste artigo serão apresentadas.

A retina é constituída por diversas células receptoras, entre elas o bastonetes, responsáveis pela visão quantitativa (impressão de claro e escuro) e os cones, responsáveis pela visão qualitativa (qualidades morfológicas, dimensionais e cromáticas das imagens recolhidas).

Os cones são células fotosensíveis dotadas de pigmento absorvedores de radiações eletromagnéticas de comprimento de onda correspondentes à cor vermelha, outros à cor azul e outros à cor verde que, combinadas em proporções determinadas, formam todas as cores do espectro luminoso, inclusive a cor branca.

Baseado nesta magnífica engenharia da natureza para identificar todas as cores do espectro luminoso utilizando somente três cores primárias, o homem conseguiu inventar a televisão colorida, ou generalizando, os tubos de raios catódicos, conhecido como monitor de vídeo colorido.

Foi estabelecido um sistema de televisão a cores baseado nas três cores primárias que quando misturadas na proporção de 59% de Verde, 30% de vermelho e 11% de azul, produzem o branco padrão, o qual é tomado como referência. Estas relações derivam da sensibilidade do olho humano frente a cada uma destas cores primárias.

Entendendo-se este funcionamento, por analogia, compreende-se o olho humano pois ele serviu de base para estes estudos. Para simplificar o entendimento, ao invés de falar em percentuais de cores, diremos que para formar o branco padrão necessitamos de uma unidade de verde, uma unidade de vermelho e uma unidade de azul.

Se projetarmos numa tela uma unidade de verde se sobrepondo a uma unidade de vermelho, a cor resultante será turquesa; unidades iguais de verde e azul produzirão amarelo; unidade iguais de vermelho e azul produzirão magenta.

Assim podemos obter uma infinidade de cores, bastando para isso, desequilibrar a igualdade das unidade das três cores básicas.
Pesquisas científicas comprovaram que para a visão normal, o senso cromático tem a sua maior luminosidade no espectro da luz amarela.

Isto significa dizer que a radiação eletromagnética correspondente a esta cor é a principal responsável pelo trabalho muscular do esfíncter iriano, regulador do diâmetro da pupila, determinando assim a quantidade de luz que deverá impressionar a retina.

Isto não significa dizer que necessariamente haja alguma figura colorida na tela com a cor amarela, mas sim que o componente amarelo de qualquer cor (especialmente a cor branca) esteja presente, como por exemplo, a claridade da tela do monitor, bem como a iluminação artificial do ambiente de trabalho, conjugada com a claridade da luz natural entrando por uma janela e o seu reflexo numa folha de papel, caso se esteja copiando algum texto.

Se forem examinadas todas essas fontes de luz, observa-se que a intensidade luminosa é bastante variada, obrigando a musculatura responsável pela regulação da quantidade de luz que atingirá a retina a ter um trabalho intenso fora da normalidade, pois a cada mudança do olhar a pupila terá uma abertura maior ou menor, de acordo com a claridade do objeto visualizado, acarretando assim um cansaço visual.

Os efeitos desse cansaço variam conforme a pessoa como a de olhos muito claro, é comum ficarem avermelhados, devido a necessidade de maior irrigação sangüínea para suprir o excesso do trabalho muscular.

As revistas de informática frequentemente publicam recomendações visando minimizar o cansaço visual, como distanciar os olhos do monitor a cada 10 minutos, focalizando-os o mais longe possível durante 5 segundos; uma parada de 15 minutos para cada duas horas de trabalho; colocar proteção anti-ofuscante, conhecida como “protetor de tela”. Essas medidas têm algum efeito geral, mas de uma maneira geral ninguém interrompe o trabalho a cada hora e nem fica olhando para o infinito por cinco segundos.

Diante disto, se conclui que o cansaço visual está diretamente ligado as variações de luminosidade dos objetos visualizados, oriunda de uma luz branca, que por sua vez é a reunião de todas as cores do espectro luminoso. Saber que a luz amarela é a que mais impressiona o olho humano, diminuir sua intensidade terá como efeito minimizar os movimentos do abrir e fechar da pupila, poupando assim a musculatura responsável por este movimento e por conseguinte diminuir o cansaço visual.

Vídeo Filter reduz o cansaço da visão


O Brasil ainda não possui uma legislação trabalhista específica para os usuários de micros, nem estudos que mostrem estatisticamente a incidência de doenças e problemas relacionados ao uso contínuo de computadores. Mesmo assim, os oftalmologistas estão empenhados na questão, assim como a Segment System, que lançou uma linha de tratamentos em lentes, como a Vídeo Filter, Night Drive, Dental, BlueBlock e UV-400, que protegem a visão de ações nocivas como as dos raios do sol, da tela do computador e outras.
A seguir, uma série de dúvidas mais comuns, esclarecidas pela equipe da Segment:
Trabalhar no computador prejudica a visão?
R: Não. Trabalhar, jogar ou navegar pela Internet não prejudica os olhos. Assim como ver televisão também não. O que pode ocorrer é um cansaço visual depois de várias horas de uso, sendo aconselhável um intervalo a cada duas horas de trabalho ou quando sentir necessidade.

A tela do meu computador possui uma proteção. Isso é necessário?
R: Não, mas o Departamento Técnico da Segment System desenvolveu uma lente preventiva, comercialmente conhecida como Vídeo Filter, que tem por característica diminuir a intensidade do espectro visível que atinge a retina, numa quantidade de aproximadamente 30%, o suficiente para não prejudicar os profissionais que trabalham com cores, como por exemplo os da computação gráfica, arquitetos, engenheiros e outros. O tratamento Vídeo Filter pode ser aplicado em lentes orgânicas, com ou sem grau, sendo as suas características técnicas a cor azulada e 100% de proteção UV-400 nm. Independentemente das cores da tela dos monitores de vídeo, o mesmo pode ser usado em óculos de uso constante.
Algumas óticas, por desconhecimento, aviam receitas com lentes de resina coloridas em tonalidades claras, ou em lentes fotocromáticas, que são inócuas para a finalidade de diminuir o cansaço visual; outras aviam em lentes com tratamento ANTI-REFLEXO, que por suas propriedades de aumentar a transmitância das lentes, agravam os problemas ao invés de resolvê-los.
As radiações eletromagnéticas nocivas ao ser humano, como por exemplo, os raios X e os raios ultravioletas, nos tubos de televisores e nos monitores de vídeo são desprezíveis, uma vez que os fabricantes os constroem com especificações aprovadas pelos órgãos governamentais competentes, visando a integridade dos usuários em todo o mundo. Mesmo que assim não fosse, aquelas radiações não provocariam cansaço visual e sim, doenças.

Jorge Y. Oda
Fonte: Sindioptica

terça-feira, 4 de junho de 2013

Gravidez e a visão

Gravidez pode afetar o normal funcionamento da visão

http://www.dicasdemulher.com.br/wp-content/uploads/2009/07/sintomas-gravidez.jpg?84cd58
Por ocasião do Dia das Mães, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), lembra, em comunicado de imprensa, que todas as futuras mães devem ter particular atenção à sua saúde ocular pois as alterações do metabolismo geral, do perfil hormonal e da circulação que acontecem durante a gravidez podem afetar o normal funcionamento da visão
Isabel Prieto, membro da direção da SPO, explica que “são essencialmente três os tipos de alterações que podem acontecer no aparelho visual durante a gravidez: alterações fisiológicas relacionadas com a gravidez como a diminuição da sensibilidade e aumento da espessura da córnea por edema, diminuição da pressão intraocular, alterações do campo visual e alterações transitórias na focagem. Estas transformações podem condicionar curtos episódios de visão turva e sensação de olho seco, e que revertem no fim da gravidez ou após o período de amamentação”. 
“Em segundo lugar vêm as doenças com envolvimento ocular relacionadas com a gravidez como a toxemia gravídica e determinadas doenças vasculares oclusivas que podem ter repercussões visuais que vão desde queixas ligeiras até perdas graves de visão. A recuperação pode ser completa após a gravidez ou podem persistir sequelas graves com déficit visual grave, refere a especialista. “E, finalmente, temos as doenças pré-existentes com envolvimento ocular, suscetíveis de se agravar com a gravidez, como a diabetes, cujas complicações podem deixar sequelas com perda visual de gravidade muito variável”. 
“Já a variação da curvatura e da espessura da córnea devido à retenção de líquidos, pode ocasionar discreta alteração na graduação ocular e intolerância às lentes de contato mas que tendem a reverter após o restabelecimento do perfil hormonal”, afirma Isabel Prieto. 
A oftalmologista ressalta que “a maternidade é um período em que a mulher não pode ignorar a sua própria saúde, na qual se inclui a sua visão. Os cuidados e a prevenção devem começar antes do início da gravidez. Todas as mulheres devem fazer um “check-up ”completo antes de engravidar. Devem certificar-se de que estão de boa saúde e de que não têm doenças ou alterações suscetíveis de se complicarem durante a gravidez”. 
“Se existirem alterações que possam complicar-se durante a gestação, a mulher deve garantir um bom controle da sua saúde, o que é particularmente importante nas grávidas diabéticas. Todas as diabéticas devem ter um exame oftalmológico inicial no primeiro trimestre e o seguimento depende da evolução da doença sistêmica e ocular durante a gravidez. Mesmo nos casos em que não há retinopatia diabética deve se fazer, no mínimo, um exame oftalmológico no primeiro trimestre e um novo exame no terceiro trimestre para monitorizar qualquer alteração”, defende Isabel Prieto, que deixa também alguns conselhos. “As mulheres grávidas devem ter uma alimentação saudável, incluindo suplementos vitamínicos e minerais, fazer exercício moderado, realizar um bom controle do metabolismo e do peso e fazer rastreio e vigilância de alterações ou doenças sistêmicas capazes de agravar e/ou provocar alterações oculares durante a gravidez”. 
A SPO recomenda a todas as mulheres a visita regular ao oftalmologista sobretudo a partir dos 40 anos, com uma periodicidade de dois em dois anos, para a prevenção e tratamento atempado da patologia ocular na mulher. Mulheres diabéticas, hipertensas, que se submeteram a quimioterapia ou têm história familiar de doenças oculares devem começar esse acompanhamento o quanto antes. A qualidade de vida e proteção são as palavras-chave para que a mulher veja o mundo com os olhos sempre saudáveis.
Veja toda a matéria aqui

Fumar pode causar catarata relacionada à idade

 


O tabagismo é um fator de risco conhecido para uma ampla gama de doenças. Agora, pesquisadores chineses encontraram fortes evidências de que fumar também pode aumentar o risco de catarata relacionada à idade, principal causa de cegueira reversível e perda de visão no mundo. Os resultados da pesquisa estão reunidos numa metanálise, publicada no Investigative Ophthalmology & Visual Science. 
A equipe de pesquisadores chineses analisou dados de pacientes da África, da Ásia, da Austrália, da Europa e da América do Norte para comparar a prevalência de catarata relacionada à idade em indivíduos que fumavam e entre aqueles que nunca fumaram. Em seguida, fizeram a análise de subgrupos, buscando identificar fumantes atuais e ex-fumantes, bem como pacientes com os três subtipos de catarata relacionada à idade: nuclear, subcapsular e cortical. 
Os resultados mostraram que todos os indivíduos que fumaram apresentavam um risco maior de catarata relacionada à idade. Um maior risco de incidência da doença estava associado aos fumantes atuais. 
Na análise dos subgrupos, os ex-fumantes e os fumantes atuais apareceram associados a dois dos subtipos da doença: a catarata nuclear (quando a opacificação é no núcleo central do olho, o cristalino) e a catarata subscapular (quando a catarata começa na parte de trás do cristalino e se espalha para a periferia ou bordas). O estudo não encontrou nenhuma associação entre o tabagismo e a catarata cortical, em que a nebulosidade afeta o córtex da lente. 
Enquanto a análise global sugere que o consumo de cigarros pode aumentar o risco de cataratas relacionadas à idade, os pesquisadores apontam que mais esforços devem ser feitos para esclarecer os mecanismos subjacentes deste processo, pois o estudo atual mostra que a associação entre o tabagismo e o risco da catarata relacionada à idade diferem nos subtipos, sugerindo que os processos patofisiológicos podem ser diferentes nos diferentes tipos de catarata. 
"Embora a catarata possa ser removida cirurgicamente para restaurar a visão, muitas pessoas permanecem cegas no mundo devido à falta de serviços cirúrgicos adequados ou devido às despesas que envolvem a cirurgia. Por isto, identificar os fatores de risco modificáveis para a doença pode ajudar a estabelecer medidas preventivas eficazes contra a catarata, bem como reduzir os custos com o tratamento em todo o mundo”, diz o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Problemas Oculares

para identificar problemas oculares 


As fotografias são uma maneira de guardar momentos, mas o que muita gente não sabe é que observar as fotos dos filhos pode ser mais do que um modo de relembrar. Quando observadas atentamente, fotografias podem revelar problemas oculares invisíveis a olho nu.

Em fotos com flash, muitas vezes os olhos das pessoas retratadas ficam avermelhados. Embora atrapalhe a foto, o oftalmologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Paulo Augusto de Arruda Mello esclarece que, quando os dois olhos aparecem avermelhados, é um indício de que está tudo bem. No entanto, se os olhos têm um brilho amarelado, esbranquiçado ou com diferenças de um para outro, pode ser sinal de problema ocular. “Isso acontece, pois o flash dispara uma luz intensa que atinge através da pupila o interior do olho. Como o interior é avermelhado, a pupila aparece vermelha na foto. Assim, alterações que mudam o caminho da luz ou a cor refletida podem ser detectadas”, explica.  

Ausência de "Olho Vermelho" não é normal.
Alterações 

Podem ser detectados com o flash alterações na córnea como o leucoma e a catarata, que consiste na opacidade do cristalino. Porém, de acordo com Mello, estes problemas costumam ser percebidos pelas mães mesmo sem o auxílio de fotografias. Já as alterações da retina, como retinopatias, não são visíveis a olho nu e podem ser diagnosticadas com a observação dos olhos da criança em fotos. A mais grave das doenças que podem ser identificadas dessa maneira é o retinoblastoma. “Trata-se de um tipo de câncer que se desenvolve a partir das células da retina. Apesar de raro, pode levar à perda da visão ou ainda ser fatal”, explica o oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, Renato Neves.

Para Neves, é importante que os pais estejam atentos, pois com um diagnóstico precoce, aumentam consideravelmente as chances de cura do retinoblastoma - o que evita que o olho do paciente tenha de ser removido. O oftalmologista cita ainda outras doenças que podem ser percebidas a partir de um brilho diferente do olho da criança em fotografias: infecções congênitas como a toxoplasmose, presença de diferença de graus ou miopia e astigmatismo acentuados. Segundo o oftalmologista, uma em cada 80 crianças apresentará esse tipo de brilho em um ou em ambos os olhos. "É importante saber que em 80% dos casos é possível tratar a doença e evitar a perda da visão”, ressalta.

Exames são mais confiáveis 

Apesar de a observação de fotos auxiliar no diagnóstico de diversos problemas oculares, os exames realizados por médicos especialistas são sempre mais confiáveis. Mello lembra que algumas máquinas fotográficas possuem mecanismos que evitam o efeito de olhos avermelhados, assim como o ângulo ou a posição também podem afetar o resultado. Ele aconselha que, sempre que for notada alguma alteração, se procure um oftalmologista, pois nem sempre o brilho diferente representa um problema, assim como o efeito avermelhado não garante que o olho é saudável.

A oftalmologista pediátrica da Unifesp Mônica Cronemberger reforça a importância de que, mesmo que não se note problema algum, haja acompanhamento médico ainda na infância. Segundo ela, o primeiro exame oftalmológico deve ser feito quando a criança tiver um ano. “Quanto mais cedo for detectado o problema, melhor. A visão fica completamente formada aos sete anos, e alguns problemas devem ser tratados antes disso, para que haja resultado.”

Fonte: Portal Terra

Os problemas de visão na infância

Os problemas de visão na infância



Mais de 20% das crianças em idade escolar sofrem com problemas de visão. Sendo assim, é importante que os pais fiquem atentos para o aparecimento de alguns sintomas e levem o pequeno ao oftalmologista regularmente. Saiba mais sobre o assunto na matéria abaixo:

Os problemas de visão na infância

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são os problemas de vista mais comuns em crianças e bebês. Segundo a Academia Americana de Oftalmologia, os problemas de vista como a miopia, a hipermetropia, o estrabismo, ou outros, afetam mais de 20% das crianças em idade escolar. Isso representa que um em cada quatro escolares sofre algum problema visual, pelo que é muito importante que as crianças sejam examinadas para identificar possíveis problemas visuais que possam prejudicar seu desempenho acadêmico.

Tudo isso pode ser consequência do grande esforço intelectual, que se vêem submetidos os pequenos desde as idades menores. A televisão, o computador, etc., são aparelhos que exigem muito do sistema visual da criança, chegando a impedir, em alguns casos, seu adequado desenvolvimento.

Se o seu filho apresenta dor de cabeça ao sair da escola, tem olhos irritados ao fazer suas tarefas escolares ou franzir a testa no momento de ler, provavelmente se deva a uma dificuldade na visão. As crianças podem ter problemas refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo, como também problemas como estrabismo: olhos desviados (ou cruzados); ambliopia: olho preguiçoso ou a ptose: queda da pálpebra superior, que podem alterar a vida escolar dos pequenos estudantes.

O cuidado dos olhos nas crianças também inclui protegê-los dos efeitos dos raios UV emitidos pelo sol.

Crianças e bebês miopes
As crianças que sofrem miopia, se caracterizam por não verem corretamente os objetos ou pessoas que se encontram longe. As crianças podem apertar os olhos para enfocar melhor. Aquelas que não usam óculos, normalmente, são mais tímidas e distraídas, e preferem atividades como a leitura, pintura ou trabalhos manuais. Os sintomas podem ser confundidos com transtornos da escrita, como é o caso da dislexia, já que muitas crianças, por não conseguirem ver bem, podem trocar, ao copiar de uma lousa, letras como o p com o q, ou a letra d com a b. Nesses casos o melhor é consultar um oftalmologista, o antes possível.

Hipermetropia em crianças e bebês
A hipermetropia é justamente o contrário da miopia. Os afetados pela hipermetropia tem uma percepção borrada de objetos próximos. É normal das crianças, ao forçar a vista, apresentarem dor de olhos ou cabeça, lacrimejar, e piscarem frequentemente. Geralmente, preferem brincar ao ar livre.

O astigmatismo em crianças e bebês
Uma pessoa com astigmatismo percebe uma visão deformada das coisas, tanto de longe como de perto. Pode estar associado à miopia ou à hipermetropia, apresentando sintomas de ambas patologias.

Ambliopia ou olho vago em crianças e bebês
Ambliopia ou olho vago, consiste na perda parcial da visão em um ou nos dois olhos de uma criança que não pode ser corrigida com lentes. Pode corrigir-se quando se detecta e se trata antes dos 7 anos. Se não se trata antes dessa idade pode implicar numa grande perda de visão do olho afetado, dado que este não se desenvolve adequadamente e, pouco a pouco, vai deixando de trabalhar, de estimular-se, com o que acaba perdendo a capacidade de visão. Essa patologia ocular se apresenta na idade infantil, portanto sua detecção precoce é fundamental para um tratamento adequado.

Estrabismo em crianças e bebês
O estrabismo é uma perda de paralelismo dos olhos, onde cada um deles aponta em direção diferente. Esse defeito ocular supõe um problema grave do sistema visual que deve ser avaliado imediatamente por um especialista.
Fonte: Site Guia Infantil

terça-feira, 23 de abril de 2013

Óculos prontos - Perigo a vista.

Cuidado com os Óculos Prontos.


"O orçamento apertou e não deu para fazer os óculos que o médico pediu"; "saí de casa correndo para uma reunião" e "esqueci meus óculos". Estas são algumas desculpas para substituir os óculos personalizados pelo uso dos óculos prontos. E isso pode causar sérios danos à visão.

Você já deve ter visto uma cena assim: alguém lendo o jornal ou revista com braços esticados lá longe. E assim vai até que o braço não estica mais e aí não existe outra opção. O jeito é consultar um oftalmologista.

De acordo com dados do último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, no Brasil 26% da população tem 40 anos de idade. De acordo com o oftalmologista do HCO, Cláudio Picosse, uma coisa é inevitável, o problema é progressivo e tende a piorar com a idade. "A presbiopia, mais conhecida como vista cansada, é a dificuldade para enxergar de perto que as pessoas começam a ter a partir dos 40 anos.

Com a idade o cristalino, uma lente natural que temos no olho, vai perdendo a flexibilidade, condição necessária para ajustar o foco", explica.

Aproximadamente 38 milhões de brasileiros têm presbiopia e para melhorar a visão, somente com o uso de óculos. Acontece que muitas pessoas têm recorrido ao uso de óculos prontos, que são vendidos em farmácias, supermercados, camelôs e até em lojas de conveniência, os quais possuem grau aproximado ao indicado pelo médico. É aí que mora o perigo! "Em uma emergência, a utilização dos óculos prontos podem até ajudar, o problema é quando a pessoas passam a usá-los frequentemente.

Estes óculos apresentam graduações específicas que podem não corresponder exatamente ao grau do paciente, que pode estar usando óculos fracos ou fortes para sua necessidade, acarretando distúrbios visuais, dores de cabeça e desconforto na região ocular", ressalta Picosse. O oftalmologista ainda destaca outro inconveniente. "Geralmente as pessoas não possuem o mesmo grau nos dois olhos e o uso dos óculos prontos poderá forçar mais um olho do que o outro o que possivelmente acarretará em mais problemas visuais", afirma.

Cuidar de algo que é tão especial, como a visão, requer atenção redobrada. E única forma de garantir a correção visual de maneira segura é com a prescrição médica. "O correto é que as pessoas procurem um oftalmologista para que possam identificar corretamente o grau exato para a correção visual e tenham a segurança de usar os óculos que realmente irão ajudar o paciente", finaliza o oftalmologista.

Fonte: Opticanet

quarta-feira, 17 de abril de 2013



 Voce sabe de onde veem as Lágrimas?

As lágrimas são produzidas pelas glândulas lacrimais que se situam acima de cada um dos globos oculares.
Essas glândulas segregam continuamente uma pequena quantidade de líquido lacrimal, o qual é distribuído pela superfície dos olhos através do piscar dos olhos e drenado para o nariz.

As lágrimas formam uma película protetora que lubrifica o olho, expulsando pó ou qualquer tipo de sujeira. Estas contem também um ingrediente anti-bacteriano. A produção de lágrimas aumenta quando se chora ou se o olho estiver irritado devido a uma partícula externa ou substância química.

Drenagem das lágrimas
As lágrimas são drenadas através dos canais lacrimais para o saco lacrimal e depois para o nariz via ducto nasalolacrimal.



Curiosidade
A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo, usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, surgiu de um fato real que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele engole-a sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.

Fontes consultadas para este artigo:
- DORLING KINDERSLEY - "Enciclopédia médica da família". Porto: Livraria Civilização Editora, 2001
 - WIKIPEDIA: online - "Artigo sobre a lágrima" disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Lágrima>

Óptica Studio Vision

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Fotofobia pode ser uma indicação de astigmatismo e de doenças no olho

Conhecida há mais de mil anos, a fotofobia se caracteriza por aversão à luz. Ela atinge pessosas de todas as idades, sobretudo as loiras, de olhos claros ou albinas. Se você tem fotofobia, consulte um oftalmologista. O problema pode resultar de sensibilidade excessiva à luz, de astigmatismo, de cicatrizes na córnea, de alergia e de doenças inflamatórias e infecciosas, entre várias outras.

É comum vermos pessoas que só se expõem à luz com óculos escuros, sobretudo nos momentos em que a claridade é mais intensa. Muitas delas agem assim, naturalmente, só por charme, ou seja, porque gostam de óculos escuros. Afinal, hoje eles são muito cobiçados como acessórios de moda. Outros o fazem, no entanto, pelo fato de terem horror ou aversão à luz, o que é chamado de fotofobia.


 Pessoas de pele clara, do mesmo modo, normalmente têm maior sensibilidade à luz. Parte desses indivíduos não tem nenhuma doença. Apresentam tão-somente, não se sabe por quê, sensibilidade aumentada à luz na córnea (porção anterior do olho) ou nos receptores da luz na retina (órgão no fundo dos olhos). Mas fotofobia pode também ser sintoma de doenças. A causa mais freqüente de fotofobia por alteração ocular é um distúrbio conhecido como astigmatismo. Ele se caracteriza quando a córnea, que normalmente é redonda, se torna ovalada. Desse modo, as imagens captadas pelos olhos são projetadas não na retina, mas ora um pouco à frente dela, ora atrás, ora até em dois planos anteriores ou posteriores a ela. A conseqüência é que quem sofre de astigmatismo, além de ver tudo distorcido, ainda apresenta maior sensibilidade à luz.

A fotofobia pode resultar igualmente de cicatrizes na córnea e de doenças inflamatórias oculares às vezes relacionadas com reumatismo; toxoplasmose, herpes e outras doenças infecciosas; doenças neurológicas, psicológicas e psiquiátricas; alergia crônica nos olhos; e até cânceres oculares. Bebês que nascem com fotofobia, de outro lado, podem ter glaucoma congênito (acúmulo do líquido "humor aquoso" por defeito no sistema de escoamento, com o aumento da pressão e do volume no globo ocular) ou conjuntivite.

Mulheres com mais de 50 anos, enfim, freqüentemente apresentam diminuição no volume de lágrima à noite em conseqüência da menopausa; suas pálpebras grudam nos olhos, elas se mexem e provocam "ferimento" ocular. Tais mulheres costumam acordar, à noite mesmo ou no dia seguinte, com dores nos olhos e também fotofobia.

O fenômeno incomoda muito. Atrapalha o dia-adia das pessoas. Portadores muitas vezes não saem de casa durante o dia, o que os faz perderem compromissos sociais e até se afastarem de amigos. Quem contrai demais os músculos em volta dos olhos por fotofobia pode ter maior número de rugas e outras marcas na região, o que os deixa envergonhados e pode torná-los ainda mais dependentes dos óculos.

Algumas pessoas têm fotofobia uma vez e nunca mais voltam a a ter. Mas, caso o problema persista, consulte um oftalmologista. Esse profissional está disponível mesmo no Sistema Único de Saúde. Outra alternativa no setor público são os serviços específicos das Faculdades de Medicina existentes nas capitais e em muitas cidades grandes, como o Instituto da Visão, da Unifesp, na capital paulista.

Quem tem apenas sensibilidade excessiva à luz infelizmente terá de conviver com o problema, pois não é possível fazer nada. Somente se proteger mesmo com os óculos escuros. Pessoas que têm cicatrizes na córnea precisam avaliar a possibilidade de transplante. Quando a fotofobia é sintoma de doenças, os oftalmologistas brasileiros de modo geral estão preparados para diagnosticálas e indicar o tratamento. Quanto ao astigmatismo, enfim, é corrigido com óculos, embora possa persistir certo grau de fotofobia.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Primavera exige cuidados com os olhos

Primavera exige cuidados com os olhos


olhos-alergias-primavera 

A primavera chegou e com ela, as flores, dando vida e alegria a tudo! 
Mas a estação mais bonita do ano merece cuidados especiais com a saúde dos olhos. 
Isso porque a liberação do pólen das árvores e plantas pode desencadear problemas oculares alérgicos.

Em contato com alguns desses alérgenos, o organismo produz uma reação imediata contra os mesmos, dando início às alterações oculares. Os sintomas se iniciam com coceira, vermelhidão e inchaço nos olhos. Alguns pacientes ainda apresentam lacrimejamento e intolerância à luz. "Devem ser diagnosticados e tratados o mais breve possível devido ao risco de complicações graves, como, por exemplo, cicatrizes e úlceras corneanas, podendo causar danos irreversíveis à visão", explica a oftalmologista Fernanda Reis.

Segundo ela, a conjuntivite primaveril acomete principalmente meninos entre 7 e 10 anos de idade, por isso, os cuidados devem ser maiores com as crianças suscetíveis. A principal providência a tomar é evitar o agente causador da alergia ocular. Entre as meninas, a oftalmologista salienta a importância de evitar exposição ao pólen nas épocas de maior liberação, usar ar-condicionado com filtro de pólen; evitar atividades pela manhã, quando a liberação do pólen é maior; evitar proximidade com a poeira doméstica. "Compressas frias com água filtrada promovem o alívio dos sintomas", diz Fernanda.
Na suspeita de doença alérgica, o indicado é consultar um especialista para avaliação e tratamento o mais precoce possível, evitando assim qualquer dano à saúde ocular.


 Fonte: Portal Idmed

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Curiosidades

Curiosidades sobre a visão

Você sabia que pelo menos metade dos 40 milhões de cegos existentes no mundo poderiam ter salvado sua visão, se conhecessem as doenças, sintomas e situações que podem levar a cegueira?

· Na gravidez, para evitar problemas de visão, o mais importante é seguir corretamente o pré-natal. Doenças como rubéola e toxoplasmose, durante a gravidez, podem causar cegueira e problemas neurológicos na criança.

· Os bebês ou crianças que apresentarem mancha branca na menina dos olhos, muito lacrimejamento, olhos muito grandes, que não suportem claridade devem consultar com urgência o oftalmologista.

· 85% do nosso relacionamento com o ambiente é através da visão. Ao nascer a criança enxerga pouco e somente aos cinco anos de idade é que atinge a visão completa como do adulto. Por isto é muito importante que os problemas de visão sejam tratados até os seis anos, período que ainda estão em formação. Não existe uma idade para o início do uso de óculos, tanto pode ser muito cedo, como já na fase adulta.

· Está comprovado que 15% das crianças e quase todos adultos acima de 45 anos, precisam usar óculos.

· Os sintomas mais comuns na criança que precisa usar óculos são: dores de cabeça, mal-estar, franzir a testa para olhar à distância, aproximar-se muito de livros ou cadernos para ler, desinteresse por leitura.

· Se notar olho torto em criança, pode ser estrabismo, que quanto mais cedo tratado, melhor.

· O uso de qualquer colírio deve ser indicado por médico, pois existem vários tipos no mercado cada qual para um caso diferente. O uso excessivo do mesmo pode causar sérios problemas para os olhos.

· Pais que fumam nunca devem segurar seus filhos com o cigarro aceso, assim evitarão doenças causadas pela fumaça e queimaduras que atinjam o rosto e principalmente os olhos.

· Nos adultos os acidentes perfurantes oculares, ocorrem principalmente no trabalho ou no trânsito, já nas crianças ocorre em casa.

· O ambiente de trabalho deve ser iluminado, de preferência com luz branca, sem sombra.

· Se no trabalho você fica exposto à poeira, inseticidas, vapores ácidos, nunca deixe de usar óculos de proteção, há mais olhos perdidos em acidentes de trabalho do que braços e pernas.

· ATENÇÃO: cisco no olho pode ser muito mais perigoso do que se pensa, principalmente na menina dos olhos (pupila), estes casos são sempre de urgência. CUIDADO: O uso repetido de colírio anestésico pode levar à perda do olho.

· A Degeneração Senil da Mácula afeta a parte central da retina. Toda retina contribui para a visão nítida, que permite ver detalhes, portanto se sua vista ficar distorcida ou com mancha escura nos olhos, faça logo um exame ocular.

· Diabete é uma doença causada pelo aumento de açúcar no sangue e pode afetar várias partes do organismo. Os olhos podem ser atingidos com formação de catarata, hemorragias do fundo do olho, descolamento da retina e isto pode ser evitado ou diminuído com o controle da doença pelo oftalmologista.

· É errado afirmar que quem tem vista fraca não deve forçá-la. O esforço visual é muito importante para melhorar as condições dessa deficiência e desenvolvê-la.

· Nunca use colírios caseiros (leite, açúcar, limão ou chá).
Fonte: www.portaldaoftalmologia.com.br

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Deficiência Visual na Criança

Deficiência Visual na Criança


Podemos classificar as deficiência visuais em dois grupos: o das pessoas portadores de cegueira e das pessoas portadores de visão subnormal, podendo ser uma deficiência de origem congênita ou adquirida. Pessoas portadores de cegueira são os indivíduos que apresentam desde a ausência total da visão, até perda de percepção de luz, sendo necessária a utilização do sistema Braille para a comunicação escrita, além de não utilizar a visão para a aquisição de conhecimento, mesmo que a percepção de luz possa auxiliar na orientação da mobilidade. 

No grupo de pessoas portadoras de visão subnormal, que também pode ser denominado de visão reduzida ou baixa visão, estão indivíduos que apresentam desde a condição de indicar a projeção de luz até o grau em que a redução de sua acuidade visual limita seu desempenho. Podemos citar como exemplos de patologias que levam a este tipo de deficiência visual, a retinose pigmentar e o glaucoma. Tem-se dado ênfase na utilização do resíduo visual e o treinamento deste para o seu aproveitamento máximo.

Devemos dar muita importância a idade de ocorrência da perda da visão, porque se ocorre antes dos cinco primeiros anos de vida, o portador não será capaz de reter uma imagem visual útil. Ocorrendo após este período poderá trazer alguns aspectos positivos: formação de conceito de espaço, tamanho e forma; possibilitar relações afetivas precoces e percepção de objetos em relação simultânea de posição.

A enorme importância da visão para o ser humano se explica pois é a forma mais objetiva de experimentação humana, fornecendo detalhes que nenhum outro sentido pode fornecer. Se uma criança nasce cega, dependerá da audição e do tato para adquirir conhecimentos e formar imagens mentais. Porém, se a criança ficou cega após os cinco anos, terá retido imagens visuais e será capaz de relacioná-las com imagens auditivas e táteis com mais facilidade.

Como principais limitações da cegueira, podemos citar a privação de importantes pistas sociais (gestos, movimentos e expressões fisionômicas de outras pessoas), restrição da mobilidade independente em ambientes não familiares, impedimento de acesso direto à palavra escrita (sem a visão poderá passar a usar o Braille ou o Sorobam, que são mais demorados), dentre outras.

Além da limitações impostas pela presença da cegueira ou visão subnormal, várias conseqüências incidirão sobre o desenvolvimento da criança. 

No desenvolvimento motor, onde a visão funciona como "auto-estimulo" para o bebê, poderá acarretar atraso na mobilidade auto-iniciada (levantar o tronco quando está de bruços, sentar-se sozinha,...); atraso na iniciativa para alcançar objetos; atraso no movimento de preensão (seguras as mãos, pegar objetos,...); atraso na coordenação das mãos; surgimento de maneirismos (regressão aos padrões motores primitivos, com movimentos não direcionados, característicos até os três meses como movimentos reflexos). 

O bebê cego nos primeiros meses de vida quase não se movimenta, por isso deverá ter uma estimulação precoce utilizando objetos com pistas sonoras (sons agradáveis) e
seus pais deverão ser orientados para colocar o bebê em diferentes posições para que possa viver a experimentação das várias posições corporais e desenvolver sua movimentação.

Na parte de desenvolvimento cognitivo poderá apresentar atraso da noção de permanência de um objeto, dificultando a capacidade de reconhecer a realidade externa como diferente da sua; utilização da coordenação áudio-manual (busca de um objeto quando estimulado por um som) com maior freqüência do que a visual-manual, que estará comprometida, levando a uma menor manipulação e experimentação dos objetos; demora na compreensão de dimensões de objetos e na aquisição de noção de causalidade (causa e efeito) e dificuldade no aprendizado através da manipulação e jogos de construção (blocos), nestes casos podendo ser utilizada a argila como alternativa.

O desenvolvimento da linguagem também é afetado com a criança utilizando um número menor de palavras funcionais relacionadas ao seu ambiente (ali, lá, acima,...) e pode surgir o verbalismo, quando a criança vivência a experiência do outro pelo uso das palavras ou expressões sem corresponder com situações que tenha vivenciado.

O mais importante é criar o ambiente propício para a criança com deficiência visual conseguir alcançar um desenvolvimento compatível com o estágio de vida que se encontrar até que possa ter a capacidade de se tornar independente e ativa socialmente. Para tanto é extremamente importante que pais, cuidadores e profissionais de saúde formem uma "equipe humana" onde cada um terá seu papel na estimulação precoce da criança, inserindo-a verdadeiramente no contexto social. 

Neste sentido, a equipe de saúde (pediatria, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia,...) deverá ser transdiciplinar e não sendo possível, pelo menos multidisciplinar, para que o
tratamento seja o mais eficiente e o menos traumático possível, dando a criança
toda a confiança e tranqüilidade para seu desenvolvimento.


Por André Frutuoso
André Frutuoso
Coordenador da Fisioterapia do NIS

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A importância da higiene ocular

A importância da higiene ocular


 
















Os nossos olhos estão diariamente expostos a muitas influências externas. Têm contato com poluentes do ar, bactérias, ar seco, vento, cosméticos, etc.

As pálpebras e as pestanas oferecem determinada proteção, mas esta proteção, muitas vezes, não é suficiente, pois também a região das pálpebras e das pestanas é muito sensível. As influências externas podem dar origem a doenças inflamatórias dos olhos (por exemplo, conjuntivites) ou das pálpebras (como inflamações do bordo da pálpebra) e, evoluindo a doença, podem originar serosidades mucosas, congestão escamosa e secreções secas que, de um modo geral, podem fazer mal aos olhos, mas especialmente à córnea sensível. 
Particularmente importante é uma limpeza higiênica dos olhos, mesmo após as cirurgias oculares e outros tratamentos oculares efetuados pelo oftalmologista.

Limpeza dos olhos

Normalmente, ao lavar o rosto, os olhos ficam suficientemente limpos. Em caso de tendência geral para pele gordurosa, formação de escamas e secreções secas, deve-se prevenir inflamações do bordo da pálpebra com uma higiene intensiva e diária. É ao redor das pálpebras que se encontram as glândulas sebáceas que podem obstruir. Isto pode originar inflamações desagradáveis.
Ao redor das pálpebras deve ser limpo uma vez por dia com um cotonete, que deve ser embebido conforme se quiser, em óleo ou num xampu muito suave. Se surgirem inflamações aos arredores das pálpebras, com frequência, a congestão escamosa deve ser massageada para fora da glândula sebácea, em intervalos regulares.
A maquiagem dos olhos também requer todas as noites uma cuidadosa remoção e a limpeza da zona dos olhos. Caso contrário, durante a noite podem entrar facilmente partículas de cosméticos nos olhos e provocar irritações. Os resíduos de cosméticos também podem facilmente irritar a pele em volta dos olhos.
Ao limpar os olhos, deve-se ter atenção a que se lave sempre no sentido do nariz. Se acaso se esfregar em sentido contrário, a pálpebra inferior pode desprender-se do globo ocular, permitindo às impurezas aderirem a pálpebra e entrar nos olhos. Possíveis secreções duras e ásperas podem assim danificar a córnea.

Gels de limpeza

Para a limpeza dos olhos, também são apropriados gels de limpeza especialmente indicados para os olhos e disponíveis em bisnagas. O gel é aplicado num lenço de papel e depois aplicados nos olhos. Se usar um gel para limpar os olhos, observe sempre a data de expiração e tenha cuidado em não tocar com os dedos na abertura do tubo. Caso isso ocorra, pelo o tubo aberto, podem entrar bactérias e outros micróbios que podem fazer mal aos olhos.

Banhos oculares

Para auxílio à higiene ocular, banhos oculares são recomendados. Encontram-se disponíveis nas farmácias soros especiais para lavagem dos olhos, com a respectiva “tina para os olhos”. Estes banhos têm um efeito refrescante sobre olhos secos e irritados, após muito tempo de trabalho no computador, leitura, televisão, etc. Pessoas com alergias podem encontrar alívio com banhos oculares, com a remoção de poeira e pólen. As lavagens oculares proporcionam também um primeiro socorro em caso de corpos estranhos nos olhos ou causticações com produtos químicos. Mas nestes casos, deve consultar-se de imediato um oftalmologista.

Cuidado com as receitas caseiras

Pede-se um especial cuidado na utilização de remédios caseiros, como, por exemplo, lavagens com camomila. A camomila é conhecida pelo seu efeito calmante, sendo isto correto em muitos casos. Mas nos olhos, segundo os mais recentes estudos, atua de forma secante. Além disso, o extrato de camomila contém, em muitas vezes, o pólen de plantas, que em algumas pessoas pode provocar reações alérgicas. Se a solução de lavagem dos olhos produzida por si permanecer algum tempo e arrefecer, torna-se uma base ideal para bactérias e outros micróbios. Daí que, na higiene dos seus olhos, deva preferir os preparados testados recomendados pelo seu farmacêutico ou oftalmologista.

Cuidado com a pele

O cuidado da pele sensível em redor dos olhos também faz parte da higiene ocular. Nesta região, é fácil originar-se secura e formação de rugas, pois a pele em volta dos olhos é muito fina e é ”almofadada" só um pouco pela gordura do tecido subcutâneo e o tecido conjuntivo. É importante manter-se a umidade da pele. Para isso, os cremes e gels das várias séries de produtos de cuidados da pele, que também são indicados para olhos sensíveis e portadores de lentes de contato podem ser úteis. Informe-se com exatidão e experimente os diferentes produtos para descobrir qual melhor se adequa a si. 

Fonte: Portal da oftalmologia
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Lacrimejamento

Seus olhos lacrimejam muito?

 

Chorar de alegria, tristeza ou raiva, por estar emocionado ou preocupado  são reações humanas normais. As lágrimas também tem  efeito purificador. Elas contêm uma enzima em seu fluido que previne a proliferação de bactérias e combate infecções. Certos vapores, como os que são expelidos ao cortar uma cebola, também podem causar lágrimas. Porém, se seus olhos lacrimejam muito e não há razão aparente para isso, a causa pode ser outra.
Há muitas causas para o lacrimejamento

Causas:

Uma das razões mais comuns para o lacrimejamento é a conjuntivite. Trata-se de uma irritação ou infecção da conjuntiva. A conjuntivite é diferenciada pelos médicos entre infecciosa e não-infecciosa. A conjuntivite infecciosa é causada por um vírus ou bactéria, enquanto as causas da não-infecciosa incluem alergias, irritação devido a luz intensa, corpos estranhos ou químicos. Em ambos os casos, é aconselhável que você consulte um oftalmologista e descreva os sintomas.

Antibióticos ajudam a curar infecções bacterianas. Outra dica: use lenços para secar os olhos. Também é aconselhável lavar as mãos regularmente, assim você pode prevenir  infecções. Além disso, pessoas infectadas devem evitar o uso de lentes de contato.


Outra causa comum de lacrimejamento são os problemas de visão mal corrigidos, que fazem com que os olhos se esforcem muito mais para enxergar adequadamente.
Lentes prescritas para o grau exato da podem solucionar esse problema.

O lacrimejamento também pode ser causado, em alguns casos, pela má composição do fluido lacrimal. Além de uma grande quantidade de água, a lágrima também é composta de proteínas e uma camada lipídica protetora que cobre o filme lacrimal. O que ocorre é uma falta de aderência do filme lacrimal na superfície do olho, fazendo com que ele seja eliminado . Neste caso, seu oftalmologista pode ajudá-lo com colírios especiais.


Outras causas possíveis do lacrimejamento são lesões na superfície da córnea devido a corpos estranhos ou arranhões. Quando isso acontece, o corpo reage naturalmente produzindo mais lágrimas. Algumas pessoas também tem pálpebras indevidamente posicionadas. Especialistas definem como entrópio, quando a pálpebra fica virada para dentro, ou ectrópio, quando a pálpebra é virada para fora. Dependendo da seriedade do problema, uma cirurgia corretiva pode ser necessária.



Olhos muito secos também pode causar lacrimejamento
Pode parecer contraditório, mas olhos muito secos podem também causar lacrimejamento. Quando os olhos ficam secos por um longo período,  tendem a começar a produzir mais fluido lacrimal.