sábado, 5 de outubro de 2013

Sindrome da Visão do Computador (CVS)

Saiba o que é e como previnir a Sindrome da Visão do Computador (CVS).

Computer Vision Syndrome (CVS)

Passa mais de 2 horas por dia diante da tela de um computador...
Durante este período sente seus olhos arderem...
Sente seus olhos irritados...
Percebe que eles ficam vermelhos...
Sente que a visão fica embaçada no final do período...
Então provavelmente você tem a SÍNDROME DA VISÃO DO USUÁRIO DE COMPUTADOR, ou Computer Vision Syndrome. Saiba um pouco mais sobre ela e como preveni-lá:

Biologicamente falando, os olhos da espécie humana foram criados para a busca de alimentos e de prescrutamento da presença de inimigos. Hoje os órgãos da visão são utilizados para outras finalidades, forçando-os com a visualização continuada em trabalhos no campo de perto e, na maioria das vezes, com luz artificial e não adequada, levando inevitavelmente ao "stress".

As pessoas que por razões profissionais ou de entretenimento passam horas seguidas diante de telas de monitores de vídeo, sentem cansaço visual. Isto pode ser decorrente de fatores outros, não ligados diretamente aos efeitos da luminescência dos mesmos, tais como os portadores de miopia, hipermetropia, combinadas ou não com astigmatismo e/ou presbiopia, casos em que o médico oftalmologista deve ser procurado.

De um modo geral o cansaço está sempre relacionado ao uso demasiado ou inadequado da musculatura responsável por um determinado movimento ou exercício. No caso presente temos a musculatura responsável pelos movimentos do globo ocular, outras para o abrir e fechar dos olhos e outras para regular a entrada da luz que atingirá a retina, sendo esta última, a musculatura mais solicitada, consequência de uma série de razões que no decorrer deste artigo serão apresentadas.

A retina é constituída por diversas células receptoras, entre elas o bastonetes, responsáveis pela visão quantitativa (impressão de claro e escuro) e os cones, responsáveis pela visão qualitativa (qualidades morfológicas, dimensionais e cromáticas das imagens recolhidas).

Os cones são células fotosensíveis dotadas de pigmento absorvedores de radiações eletromagnéticas de comprimento de onda correspondentes à cor vermelha, outros à cor azul e outros à cor verde que, combinadas em proporções determinadas, formam todas as cores do espectro luminoso, inclusive a cor branca.

Baseado nesta magnífica engenharia da natureza para identificar todas as cores do espectro luminoso utilizando somente três cores primárias, o homem conseguiu inventar a televisão colorida, ou generalizando, os tubos de raios catódicos, conhecido como monitor de vídeo colorido.

Foi estabelecido um sistema de televisão a cores baseado nas três cores primárias que quando misturadas na proporção de 59% de Verde, 30% de vermelho e 11% de azul, produzem o branco padrão, o qual é tomado como referência. Estas relações derivam da sensibilidade do olho humano frente a cada uma destas cores primárias.

Entendendo-se este funcionamento, por analogia, compreende-se o olho humano pois ele serviu de base para estes estudos. Para simplificar o entendimento, ao invés de falar em percentuais de cores, diremos que para formar o branco padrão necessitamos de uma unidade de verde, uma unidade de vermelho e uma unidade de azul.

Se projetarmos numa tela uma unidade de verde se sobrepondo a uma unidade de vermelho, a cor resultante será turquesa; unidades iguais de verde e azul produzirão amarelo; unidade iguais de vermelho e azul produzirão magenta.

Assim podemos obter uma infinidade de cores, bastando para isso, desequilibrar a igualdade das unidade das três cores básicas.
Pesquisas científicas comprovaram que para a visão normal, o senso cromático tem a sua maior luminosidade no espectro da luz amarela.

Isto significa dizer que a radiação eletromagnética correspondente a esta cor é a principal responsável pelo trabalho muscular do esfíncter iriano, regulador do diâmetro da pupila, determinando assim a quantidade de luz que deverá impressionar a retina.

Isto não significa dizer que necessariamente haja alguma figura colorida na tela com a cor amarela, mas sim que o componente amarelo de qualquer cor (especialmente a cor branca) esteja presente, como por exemplo, a claridade da tela do monitor, bem como a iluminação artificial do ambiente de trabalho, conjugada com a claridade da luz natural entrando por uma janela e o seu reflexo numa folha de papel, caso se esteja copiando algum texto.

Se forem examinadas todas essas fontes de luz, observa-se que a intensidade luminosa é bastante variada, obrigando a musculatura responsável pela regulação da quantidade de luz que atingirá a retina a ter um trabalho intenso fora da normalidade, pois a cada mudança do olhar a pupila terá uma abertura maior ou menor, de acordo com a claridade do objeto visualizado, acarretando assim um cansaço visual.

Os efeitos desse cansaço variam conforme a pessoa como a de olhos muito claro, é comum ficarem avermelhados, devido a necessidade de maior irrigação sangüínea para suprir o excesso do trabalho muscular.

As revistas de informática frequentemente publicam recomendações visando minimizar o cansaço visual, como distanciar os olhos do monitor a cada 10 minutos, focalizando-os o mais longe possível durante 5 segundos; uma parada de 15 minutos para cada duas horas de trabalho; colocar proteção anti-ofuscante, conhecida como “protetor de tela”. Essas medidas têm algum efeito geral, mas de uma maneira geral ninguém interrompe o trabalho a cada hora e nem fica olhando para o infinito por cinco segundos.

Diante disto, se conclui que o cansaço visual está diretamente ligado as variações de luminosidade dos objetos visualizados, oriunda de uma luz branca, que por sua vez é a reunião de todas as cores do espectro luminoso. Saber que a luz amarela é a que mais impressiona o olho humano, diminuir sua intensidade terá como efeito minimizar os movimentos do abrir e fechar da pupila, poupando assim a musculatura responsável por este movimento e por conseguinte diminuir o cansaço visual.

Vídeo Filter reduz o cansaço da visão


O Brasil ainda não possui uma legislação trabalhista específica para os usuários de micros, nem estudos que mostrem estatisticamente a incidência de doenças e problemas relacionados ao uso contínuo de computadores. Mesmo assim, os oftalmologistas estão empenhados na questão, assim como a Segment System, que lançou uma linha de tratamentos em lentes, como a Vídeo Filter, Night Drive, Dental, BlueBlock e UV-400, que protegem a visão de ações nocivas como as dos raios do sol, da tela do computador e outras.
A seguir, uma série de dúvidas mais comuns, esclarecidas pela equipe da Segment:
Trabalhar no computador prejudica a visão?
R: Não. Trabalhar, jogar ou navegar pela Internet não prejudica os olhos. Assim como ver televisão também não. O que pode ocorrer é um cansaço visual depois de várias horas de uso, sendo aconselhável um intervalo a cada duas horas de trabalho ou quando sentir necessidade.

A tela do meu computador possui uma proteção. Isso é necessário?
R: Não, mas o Departamento Técnico da Segment System desenvolveu uma lente preventiva, comercialmente conhecida como Vídeo Filter, que tem por característica diminuir a intensidade do espectro visível que atinge a retina, numa quantidade de aproximadamente 30%, o suficiente para não prejudicar os profissionais que trabalham com cores, como por exemplo os da computação gráfica, arquitetos, engenheiros e outros. O tratamento Vídeo Filter pode ser aplicado em lentes orgânicas, com ou sem grau, sendo as suas características técnicas a cor azulada e 100% de proteção UV-400 nm. Independentemente das cores da tela dos monitores de vídeo, o mesmo pode ser usado em óculos de uso constante.
Algumas óticas, por desconhecimento, aviam receitas com lentes de resina coloridas em tonalidades claras, ou em lentes fotocromáticas, que são inócuas para a finalidade de diminuir o cansaço visual; outras aviam em lentes com tratamento ANTI-REFLEXO, que por suas propriedades de aumentar a transmitância das lentes, agravam os problemas ao invés de resolvê-los.
As radiações eletromagnéticas nocivas ao ser humano, como por exemplo, os raios X e os raios ultravioletas, nos tubos de televisores e nos monitores de vídeo são desprezíveis, uma vez que os fabricantes os constroem com especificações aprovadas pelos órgãos governamentais competentes, visando a integridade dos usuários em todo o mundo. Mesmo que assim não fosse, aquelas radiações não provocariam cansaço visual e sim, doenças.

Jorge Y. Oda
Fonte: Sindioptica

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