terça-feira, 4 de junho de 2013

Gravidez e a visão

Gravidez pode afetar o normal funcionamento da visão

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Por ocasião do Dia das Mães, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), lembra, em comunicado de imprensa, que todas as futuras mães devem ter particular atenção à sua saúde ocular pois as alterações do metabolismo geral, do perfil hormonal e da circulação que acontecem durante a gravidez podem afetar o normal funcionamento da visão
Isabel Prieto, membro da direção da SPO, explica que “são essencialmente três os tipos de alterações que podem acontecer no aparelho visual durante a gravidez: alterações fisiológicas relacionadas com a gravidez como a diminuição da sensibilidade e aumento da espessura da córnea por edema, diminuição da pressão intraocular, alterações do campo visual e alterações transitórias na focagem. Estas transformações podem condicionar curtos episódios de visão turva e sensação de olho seco, e que revertem no fim da gravidez ou após o período de amamentação”. 
“Em segundo lugar vêm as doenças com envolvimento ocular relacionadas com a gravidez como a toxemia gravídica e determinadas doenças vasculares oclusivas que podem ter repercussões visuais que vão desde queixas ligeiras até perdas graves de visão. A recuperação pode ser completa após a gravidez ou podem persistir sequelas graves com déficit visual grave, refere a especialista. “E, finalmente, temos as doenças pré-existentes com envolvimento ocular, suscetíveis de se agravar com a gravidez, como a diabetes, cujas complicações podem deixar sequelas com perda visual de gravidade muito variável”. 
“Já a variação da curvatura e da espessura da córnea devido à retenção de líquidos, pode ocasionar discreta alteração na graduação ocular e intolerância às lentes de contato mas que tendem a reverter após o restabelecimento do perfil hormonal”, afirma Isabel Prieto. 
A oftalmologista ressalta que “a maternidade é um período em que a mulher não pode ignorar a sua própria saúde, na qual se inclui a sua visão. Os cuidados e a prevenção devem começar antes do início da gravidez. Todas as mulheres devem fazer um “check-up ”completo antes de engravidar. Devem certificar-se de que estão de boa saúde e de que não têm doenças ou alterações suscetíveis de se complicarem durante a gravidez”. 
“Se existirem alterações que possam complicar-se durante a gestação, a mulher deve garantir um bom controle da sua saúde, o que é particularmente importante nas grávidas diabéticas. Todas as diabéticas devem ter um exame oftalmológico inicial no primeiro trimestre e o seguimento depende da evolução da doença sistêmica e ocular durante a gravidez. Mesmo nos casos em que não há retinopatia diabética deve se fazer, no mínimo, um exame oftalmológico no primeiro trimestre e um novo exame no terceiro trimestre para monitorizar qualquer alteração”, defende Isabel Prieto, que deixa também alguns conselhos. “As mulheres grávidas devem ter uma alimentação saudável, incluindo suplementos vitamínicos e minerais, fazer exercício moderado, realizar um bom controle do metabolismo e do peso e fazer rastreio e vigilância de alterações ou doenças sistêmicas capazes de agravar e/ou provocar alterações oculares durante a gravidez”. 
A SPO recomenda a todas as mulheres a visita regular ao oftalmologista sobretudo a partir dos 40 anos, com uma periodicidade de dois em dois anos, para a prevenção e tratamento atempado da patologia ocular na mulher. Mulheres diabéticas, hipertensas, que se submeteram a quimioterapia ou têm história familiar de doenças oculares devem começar esse acompanhamento o quanto antes. A qualidade de vida e proteção são as palavras-chave para que a mulher veja o mundo com os olhos sempre saudáveis.
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