As
férias da criançada oferecem muitos riscos à saúde dos olhos. Isso
porque nesse período, a criança passa mais tempo em frente ao computador
e à televisão, elevando o grau de miopia. Pesquisas feitas em Taiwan
mostram os números desse fato. Na matéria publicada no site do
jornal Gazeta do Sul, especialistas comentam sobre o aumento dos problemas na visão durante as férias.
Visão das crianças piora após o período de férias
Quase
90% das crianças em idade escolar que visitaram clínicas oftalmológicas
recentemente em Taiwan foram diagnosticadas com uma piora na miopia
devido ao esforço excessivo sofrido durante as férias. A informação é do
oftalmologista taiwanês, Liao Chang-bin. Ele atribui a culpa à
televisão e aos jogos de computador.
Um paciente de 12 anos de idade,
por exemplo, que passou os dois últimos meses jogando videogames em
casa, foi diagnosticado com um aumento de três graus em sua
visão para
perto, disse Liao.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério
da Educação de Taiwan, em 2007, 45% de estudantes da escola elementar
tinham problemas de miopia, um número que aumentou para 69% entre os
estudantes do primeiro grau. O problema tem piorado nos últimos anos e
Taiwan já figura nos levantamentos de mais altas taxas de miopia entre
estudantes.
É essencial que os olhos estejam relaxados ao olhar
periodicamente objetos distantes, a uma distância de mais de seis
metros, e que os olhos descansem por cinco ou dez minutos depois de
olhar para uma televisão ou tela de computador por 30 minutos, orienta o
especialista.
Síndrome do computador - No Brasil, especialistas
atestam que até 70% dos pacientes que procuram os consultórios
oftalmológicos com queixas de desconforto ocular dentro do conjunto de
sintomas que inclui cansaço visual, olho seco e visão turva, são
portadores da síndrome do computador. É como se chama a falta de
lubrificação do olho decorrente do não piscar o necessário. Essas
pessoas invariavelmente passam mais de três horas diárias em frente ao
computador.
Há problemas que surgiram em consequência do
comportamento e dos processos que se vivencia atualmente. Há menos de 20
anos, não tínhamos esse diagnóstico, diz o oftalmologista Canrobert
Oliveira, especializado em cirurgia refrativa e diretor do Hospital
Oftalmológico de Brasília (HOB).
Fadiga - A síndrome do
computador não é a única disfunção decorrente do modo como se vive. A
fadiga ocular está cada vez mais comum nos consultórios oftalmológicos, e
decorre do esforço repetitivo de ler e escrever. Acomete cerca de 60%
da população na melhor fase produtiva, de 18 a 45 anos de idade, segundo
estudo realizado por uma indústria de
lentes multinacional.
A
fadiga ocular leva o paciente a queixar-se de náuseas, cefaleia, enjoo, e
redução da competência para a leitura. Seu aparecimento pode ser
favorecido por alguns fatores como olhos com graus mal corrigidos,
óculos vencidos, má iluminação no ambiente de estudo, trabalho e lazer
ou excesso de iluminação e de carga de exposição frente ao computador.
Dica
- O ideal é seguir a risca uma receita simples e eficiente que
acompanha a orientação do oftalmologista taiwanês. Segundo o médico
brasileiro, para cada 50 minutos de atividade em frente ao computador,
parar pelo menos três minutos, aproximar-se de uma janela e olhar para
longe para que a musculatura intrínseca do olho (ciliar) descanse e
exerça com mais disposição sua função fisiológica.
Fonte: J
ornal Gazeta do Sul.